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Desaparecimento de menores ocupa debate público com caso do Maranhão

Os irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, sumidos há mais de 20 dias num território quilombola no Maranhão.

jornalslz Por jornalslz
28/01/2026
Desaparecimento de menores ocupa debate público com caso do Maranhão

Os irmãos Ágata Isabelle, de 6 anos, Allan Michael, de 4, seguem desaparecidos em Bacabal, no Maranhão — Foto: Reprodução / Redes sociais

A cada 22 minutos, em média, um jovem de até 17 anos desaparece no Brasil. Em 2025, o país teve quase 24 mil casos desse tipo em aberto, 8% a mais que no ano anterior. O desaparecimento de menores voltou a ganhar projeção no debate público conforme se estendiam as buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, sumidos há mais de 20 dias num território quilombola no Maranhão. 

Duas décadas atrás, Ivanise arrumava o cabelo para o Natal quando Fabiana foi dar um rápido abraço de aniversário na amiga. No caminho de volta, sumiu. Após uma varredura pelas ruas, a mãe acordou o então marido e logo ouviu, como na tradução do título da série, que era “tudo culpa dela”.

A primeira coisa que ouvi do pai dela foi que a culpa era minha porque eu tinha “inventado” de voltar a estudar e trabalhar naquele ano. Carreguei isso por muito tempo. Se eu estivesse em casa, não teria deixado ela sair. Mas o pai estava em casa na hora e não falou nada — lembra.

Na polícia, descaso. Um delegado disse que Ivanise voltasse para casa porque Fabiana deveria estar “com algum namoradinho”. “Você não sabe que precisa esperar 24 horas?”, esbravejou no dia seguinte outra investigadora. A mãe levou quatro horas para conseguir registrar a ocorrência. O documento só chegou à delegacia especializada depois do Natal.

Numa “busca solitária”, Ivanise passou por ruas, hospitais, IMLs. Não comia, não dormia e chegou a pesar 36 quilos. Depois de uma internação psiquiátrica, decidiu “juntar os caquinhos” para cuidar da caçula e seguir na missão: se morresse, quem procuraria Fabiana?

Ivanise gravou para a novela “Explode Coração”, da TV Globo, que exibiu relatos de mães e levou à localização de mais de 60 crianças. Na Cinelândia, no Rio, teve contato com dezenas de outras mulheres na mesma situação. Já em São Paulo, marcou um encontro com outras delas na Praça da Sé, onde fundou a instituição “Mães da Sé”.

Transformei a minha dor numa luta, por Fabiana, por mim e por todas aquelas mães que ali estavam. Nunca vou me acostumar. Esse vazio, nada preenche. A dor da incerteza é mil vezes pior que a da morte. É ferida que não cicatriza — diz.

Em meio à dor, as famílias lidam com pistas falsas e golpes. Desde junho de 2008, o engenheiro Antonio Ratto foi alvo de dezenas de malfeitos e falsas esperanças de reencontrar Lucas Pereira, que sumiu aos 3 anos em São Carlos (SP). Enquanto a mãe estava com um traficante, segundo ele, o filho mais velho abriu o portão da casa de parentes, e o caçula saiu atrás. Nunca mais foi visto. Ratto chegou a oferecer R$ 120 mil de recompensa.

Ivanise gravou para a novela “Explode Coração”, da TV Globo, que exibiu relatos de mães e levou à localização de mais de 60 crianças. Na Cinelândia, no Rio, teve contato com dezenas de outras mulheres na mesma situação. Já em São Paulo, marcou um encontro com outras delas na Praça da Sé, onde fundou a instituição “Mães da Sé”.

Transformei a minha dor numa luta, por Fabiana, por mim e por todas aquelas mães que ali estavam. Nunca vou me acostumar. Esse vazio, nada preenche. A dor da incerteza é mil vezes pior que a da morte. É ferida que não cicatriza — diz.

Em meio à dor, as famílias lidam com pistas falsas e golpes. Desde junho de 2008, o engenheiro Antonio Ratto foi alvo de dezenas de malfeitos e falsas esperanças de reencontrar Lucas Pereira, que sumiu aos 3 anos em São Carlos (SP). Enquanto a mãe estava com um traficante, segundo ele, o filho mais velho abriu o portão da casa de parentes, e o caçula saiu atrás. Nunca mais foi visto. Ratto chegou a oferecer R$ 120 mil de recompensa.

Mocciaro cita, ainda, que as equipes são pequenas para lidar com tantas demandas e ressalta a importância do diálogo entre as Polícias Civis estaduais. Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Minas Gerais são os estados que mais têm casos e os que mais localizam jovens. Na taxa por 100 mil habitantes, se destacam extremos ao Norte e ao Sul. Para Sarrubbo, pode ser um reflexo do tráfico nas fronteiras, onde a experiência recomenda cuidado ainda maior, embora não haja evidências disso.

A proporção de pessoas localizadas frente às desaparecidas vem crescendo desde 2022, mas nunca chegou a 65%, um índice ainda preocupante, reconhece Sarrubbo. Já o aumento do “acervo” de casos em aberto pode ser resultado da redução da subnotificação, diz.

O eixo central é a integração, com cadastro nacional, capacitação, Alerta Amber e mais. Lançamos campanhas nacionais, como a #NãoEspere24Horas, para acabar com essa lenda. A lei determina busca imediata. E fizemos uma mobilização nacional por amostras de DNA. Essa coleta só serve para essa finalidade, não para fins criminais, teste de paternidade, nada disso. A tendência, a gente acredita, é que as taxas de resolutividade vão aumentar. Mesmo quando você identifica a pessoa morta, é um encerramento de ciclo — afirma.

Sarrubo defende a participação ativa dos pais na rotina dos jovens, com atenção a mudanças de comportamento e orientações sobre a quem pedir ajuda.

O Brasil é um país de grande extensão territorial, com fosso social ainda muito grande. O desafio é fazer com que as campanhas não estejam no estrato das classes mais favorecidas. Tem que chegar nas comunidades, no sertão, na região amazônica, para que a política pública seja a nível nacional — destaca.

Damiana Pereira deixou amostra de DNA com a polícia na expectativa de encontrar Andressa de Jesus, que desapareceu aos 10 anos em São Paulo, em 27 de novembro de 2017. Quando chegou do trabalho, a vizinha disse que a menina não tinha ido brincar, como a mãe pensava. Andressa foi vista pela última vez parada numa esquina, como se esperasse alguém. Damiana desconfia da ação de um conhecido.

Eu só quero uma resposta. Eu me seguro na fé. As pessoas julgam se a gente dança ou sorri, mas ninguém sabe o que a gente passa. Sou babá da Gigi, tenho ela que nem filha. Mas esse ano ela vai fazer 10 anos, e a família vai morar em Alphaville. Eu não vou. Tenho a minha vida, cuido do cachorro da Andressa. Perdi a Andressa e agora vou perder a Gigi — conta.

Em 2 de junho de 1997, Márcia Souza teve arrancado dos braços o filho Anderson, de 2 meses, na Penha, Zona Norte do Rio, por uma mulher que conhecera pouco antes num ônibus. A polícia não acreditou no relato: sugeriu que ela tivesse entregado Anderson e revirou sua casa. Notícias de jovens localizados e produções como All Her Fault geram esperança, ela diz.

Achei o caso da série bem parecido com o meu pelo lado de culpar a mãe. Muita gente disse que eu dei papo para a mulher. Anos depois tive outra filha e fiquei muito apegada. Quando as enfermeiras pegavam para dar banho, eu dizia que iria junto. Eu tinha medo de acontecer de novo. Com terapia, amenizou — relata.

Márcia conta que só encontrou alento na Fundação para a Infância e Adolescência (FIA-RJ), por meio do programa SOS Crianças Desaparecidas. Há mais de três décadas, a equipe traça estratégias para acolher as famílias e parcerias com órgãos públicos e privados para localizar os desaparecidos e apoiar os parentes. O gerente Luiz Henrique Oliveira aponta que cerca de sete em cada 10 casos resolvidos são de fugas após desavenças familiares, mas pondera que cada história é única.

Os desaparecimentos despertam interesse, esse mistério, ativam o imaginário de “o que está por trás?”. Todo mundo quer ser detetive, mas a gente tem que respeitar o relato das famílias. Se é fuga, tráfico, não modifica o acolhimento. É um sofrimento muito grande, só se resolve com trabalho coletivo. Além do cadastro, fazemos um prontuário social — relata.

Oliveira ressalta a importância da divulgação e da prevenção e alerta para a necessidade de redobrar os cuidados em épocas como carnaval e férias. O programa pode ser contatado pelo telefone 21 98596-5296.

Tags: #bacabal#criançasdesaparecidas#maranhao
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