O cantor e compositor italiano Peppino di Capri, famoso por interpretar sucessos como “Roberta” e “Champagne”, morreu na manhã deste sábado (11), na ilha de Capri. O anúncio do seu falecimento foi divulgado nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada, embora o cantor estivesse afastado por uma doença.
A informação da morte foi confirmada pela família do artista à agência de notícias italiana Ansa. Peppino será sepultado no domingo, às 17h (horário local), na Igreja de Santo Stefano, próxima da Piazzetta de Capri, uma das praças mais famosas da ilha.
Em um post simples, a conta pessoal do cantor no Instagram publicou a foto de Peppino, nome artístico de Giuseppe Faiella, com a legenda “Ciao” — tchau, em italiano. O cantor completaria 87 anos no próximo dia 27.
O artista deixa três filhos: Arrigo, conhecido como Igor, fruto de seu primeiro casamento com Roberta, além de Edoardo e Dario, ambos do casamento com Giuliana Gagliardia.
Seis décadas de carreira
Com mais de 500 músicas gravadas, Peppino ajudou a moldar a música romântica e o easy listening internacional misturando rock, twist e tradição napolitana. Ao longo de mais de 60 anos de carreira, consagrou-se como um embaixador do romantismo italiano, e colecionou sucessos como “Champagne”, “Roberta”, “E mo e mo”, “Let’s Twist Again”, “St. Tropez Twist”, “Nessuno al Mondo”, “Voce”, “Amare di Meno” e “Il sognatore”.
O artista visitou o Brasil em diversas turnês, sempre com ingressos esgotados, como em 2015 e 2017. Sua popularidade por aqui se deve em grande parte graças ao hit “Champagne”, que foi regravado por Roberto Carlos e se tornou um dos maiores sucessos internacionais do Rei.
Giuseppe Faiella nasceu em Capri, no dia 27 de julho de 1939. Criado em uma família de músicos, desde cedo demonstrou talento para a arte. Começou a tocar piano ainda criança e, com quatro anos, já se apresentava para soldados americanos na ilha.
Após cinco anos de estudos clássicos, Peppino tentou a chance no rock, como quase todo jovem cantor da epoca. Em 1958, ao lado de sua banda The Rockers, estourou nas paradas com o álbum de estreia que trazia clássicos como “Nun è Peccato” e seu primeiro grande sucesso, “Malatia”.
Nos anos seguintes, ele se tornaria o rei do twist na Itália e emplacaria sucessos estrondosos como “Roberta” e “Luna Caprese”. Na década de 1960, o auge da sua carreira, chegou a dividir o palco com os Beatles durante a turnê italiana da banda britânica, em 1965.
Em 1973, Peppino lançou o sucesso internacional “Champagne”. A balada nostálgica, que conta a história de um homem que brinda a solidão e celebra o fim de um amor proibido, tornou-se praticamente o seu hino oficial do artista.
Peppino participou 15 vezes do Festival de Sanremo, o palco mais importante da música italiana. Foi campeão duas vezes, “Un Grande Amore e Niente Più” (1973) e “Non Lo Faccio Più” (1976).
Peppino fundou sua própria gravadora (Splash), compôs trilhas sonoras e lançou projetos orquestrais aclamados, como o álbum Magnifique with Orchestra, refinando clássicos napolitanos e internacionais.
Em 2018, celebrou 60 anos de trajetória na música e, em 2023, foi laureado com o Prêmio de Carreira durante o Festival de Sanremo. Um ano depois, porém, viria a perder a esposa Giuliana, às vésperas de seus 80º aniversário.
A arte de Peppino também foi eternizada nas telas. Em 2025, foi lançada a cinebiografia ‘Champagne”, dirigida por Cinzia TH Torrini e estrelada por Francesco Del Gaudio. Sua última aparição nos palcos aconteceu há cerca de um ano, durante uma noite em sua homenagem, quando cantou com a banda Capri Rockers, liderada por seu filho Edoardo.

