A Polícia Federal faz buscas na manhã desta quinta-feira contra o deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA) em uma nova operação sobre o suposto desvio de emendas parlamentares. A ofensiva mira empresas contratadas para a execução de obras a partir de dinheiro público, entre elas uma companhia da qual o deputado é sócio. São cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Disitrito Federal, Goiás e Maranhão. Um dos alvos é a casa do parlamentar.
As medidas integram a Operação Afluente, que investiga um esquema de desvio de emendas por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Segundo a PF, os valores eram direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, aos investigados. O inquérito se debruça sobre supostos crimes de organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
Maranhãozinho já foi condenado por ter cobrado e recebido propinas para encaminhar emendas parlamentares ao município de São José de Ribamar, no Maranhão. A sentença foi imposta e março, pelo Supremo, e também atingiu os deputados Gildenemyr de Lima Sousa (Pastor Gil) (PL-MA) e João Bosco da Costa (Bosco Costa) (PL-SE). Tratou-se da primeira condenação de parlamentares por corrupção pela “venda” de emendas parlamentares.
A Primeira Turma do Supremo entendeu que ficou comprovada a denúncia de que, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados solicitaram de um prefeito do interior do Maranhão o pagamento de R$ 1,7 milhão em propina em contrapartida ao encaminhamento de cerca de R$ 6,7 milhões em emendas para a cidade. Durante o julgamento, o ministro Flávio Dino destacou que havia “dezenas de inquéritos” em curso sobre corrupção com o desvio de emendas parlamentares.

