Lideranças comunitárias, agricultores familiares,. quilombolas, pescadores artesanais e representantes das cinco Reservas Extrativistas do Maranhão planejam uma mobilização como protestopelo afastamento da chefe do ICMBio São luís, Karina Teixeira, que vinha desenvolvindo trabalho pioneiro e inovador nas Resexs.
Lideranças ressaltam a promoção da gestão que vinha proporcionando participação social real e garantindo que quilombolas, pescadores artesanais e agricultores familiares fossem protagonistas nas decisões sobre seus territórios.
O presidente do ICMBio, Mauro Pires, decidiu exonerar a servidora sem justificativa plausível, ameaçando a continuidade desse trabalho construído coletivamente. A exoneração foi oficializada no dia 24 de março, gerando grande mobilização entre as comunidades afetadas.
Desde 2019, Karina Teixeira vinha chefiando o Instituto Chico Mendes no Maranhão. Sob sua gestão de Karina Teixeira, aproximadamente 13 mil famílias beneficiárias dessas unidades conquistaram um modelo de governança que equilibrava desenvolvimento socioeconômico e conservação ambiental, fortalecendo a autonomia local e garantindo uma gestão compartilhada efetiva, muito além do discurso.
A decisão do presidente causou revolta nas comunidades das cinco Reservas Extrativistas, que consideram o ato arbitrário e de consequências lesivas. Para elas, a exoneração coloca em risco conquistas essenciais e pode abrir caminho para uma gestão burocrática e distante da realidade local. A opinião é compartilhada por membros dos conselhos deliberativos e das associações que representam os trabalhadores extrativistas. Eles reconhecem na gestão a garantia de direitos, no acesso a políticas públicas e na valorização das práticas tradicionais que asseguram a conservação dos territórios e a manutenção da biodiversidade.
As Reservas Extrativistas federais sob a gestão do ICMBio São Luís:
• Resex da Baía do Tubarão
• Resex Cururupu
• Resex Itapetinga
• Quilombo Frechal
• Resex Arapiranga Tromai
Avanços da gestão::
✅ Processos eficientes e ágeis, sem a burocratização excessiva que marginalizava as comunidades no passado;
✅ Maior acesso das comunidades às políticas públicas e projetos governamentais, fortalecendo sua autonomia;
✅ Diálogo e escuta ativa, garantindo que as necessidades e demandas dos povos tradicionais sejam atendidas;
✅ Redução de conflitos e fortalecimento dos conselhos deliberativos, ampliando a participação popular;
✅ Proteção dos territórios e dos modos de vida tradicionais, garantindo que a conservação ambiental ocorra com justiça social.